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Rebeldes matam 40 soldados no norte da Síria

Quarenta soldados e nove rebeldes morreram neste sábado (7) em combates na cidade de Khirbet al-Joz, na fronteira com a Turquia, onde a rebelião expulsou as forças do regime, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

"Os combates deixaram 40 mortos entre os membros das forças regulares, incluindo cinco oficiais, e nove rebeldes", destacou o OSDH.

O boletim precedente informava 25 soldados e três rebeldes mortos "nos combates em Khirbet al-Joz (...) onde a rebelião assumiu o controle da região".

Desde o início da revolta contra o regime de Bashar al-Assad, que se transformou em guerra civil, o Exército sírio perdeu importantes setores no norte do país ao longo da fronteira com a Turquia, agora sob controle dos insurgentes no oeste e dos curdos no leste.

Khirbet al-Joz, na província de Idleb (noroeste), fica a 2 km da fronteira com a Turquia, país que apoia os insurgentes sírios. A cidade, sob controle da rebelião, foi totalmente abandonada por seus 6.000 habitantes, que se refugiaram no lado turco.

"Os confrontos em Khirbet al-Joz terminaram com os combatentes rebeldes assumindo o controle da cidade e seus arredores", destacou o OSDH.

O Exército sírio havia disparado com morteiros a partir de Khirbet al-Joz contra rebeldes mobilizados na fronteira e atingido a Turquia. Este incidente provocou disparos de represália do Exército turco, indicou o governo da província turca de Hatay (sudeste).

Depois do grave incidente ocorrido na quarta-feira, que custou a vida de cinco civis turcos em outro povoado fronteiriço, a Turquia responde sistematicamente com salvas de artilharia aos disparos sírios que caem em seu território, acentuando a tensão entre Damasco e Ancara e aumentando os temores de uma extensão do conflito sírio. (AFP)

No Agreste de PE, jovens são detidos suspeitos de estuprar irmã de 11 anos

(Imagem ilustrativa)
A polícia prendeu na quarta-feira (11) um jovem de 20 anos e apreendeu o irmão dele, um adolescente de 17, ambos suspeitos de abusar sexualmente da própria irmã, uma menina de 11 anos, na cidade de Paranatama, no Agreste de Pernambuco. O caso foi levado à polícia pelo Conselho Tutelar do município.

Funcionários da escola onde a menina estuda começaram a desconfiar do comportamento dela, que apresentava dificuldade para assistir as aulas, sentindo mal-estar e enjoos, segundo a polícia. A menina acabou contando sobre os abusos, que aconteciam quando os pais não estavam, aos professores da escola. Os docentes encaminharam o caso para a direção e o Conselho Tutelar.

A constatação dos abusos veio através de um exame feito no Instituo Médico Legal de Caruaru. "Como o comportamento da menina era muito diferente das outras crianças, os professores começaram a desconfiar. Depois que ela contou, houve o encaminhamento para o IML de Caruaru, onde foi feito o exame sexológico, em que foi constatado que ela havia sido abusada sexualmente", explica o delegado Helianthus Bezerra, que efetuou as prisões.

De acordo com a polícia, os dois acabaram confessando o crime. O irmão mais velho teve prisão preventiva decretada pela Justiça foi levado para a Cadeia Pública de Saloá. Já o adolescente foi encaminhado à Funase de Garanhuns, ambos municípios localizados no Agreste do estado. (G1)

Casal revela detalhes da morte de garoto em ritual de magia negra

O menino Flanio da Silva Macedo, 9 anos, cujo corpo foi encontrado anteontem na zona rural do distrito de São Domingos, em Brejo da Madre de Deus, no Agreste, foi morto num ritual macabro e cruel. Segundo a polícia, cinco pessoas praticaram o crime. O casal Genival Rafael da Costa, 62, e Maria Edleuza da Silva, 51, confessou o crime e está preso. Também foram detidos na noite de ontem Ednaldo Justo dos Santos, 33, e Edilson da Costa Silva, 31. À polícia procura um pai de santo, apontado pelo casal como outro envolvido.

De acordo com as investigações, Flanio sofreu violência sexual por cerca de 20 minutos antes de morrer. No ritual, teve o pescoço apertado por um torniquete de madeira até a cabeça se separar do corpo. Segundo o delegado responsável pelo caso, Antônio Dutra, o casal, que também morava em São Domingos, ficou com medo de ser descoberto e linchado pela população e se entregou no posto policial do distrito.

“Eles contaram ter recebido R$ 400 do pai de santo para pegar o menino e participar do ritual. Antes de matar a criança, Genival e o pai de santo se revezaram em atos de abuso sexual”, detalhou Antonio Dutra. Segundo ele, os outros dois homens acompanharam o crime, mas não participaram do abuso.

Flanio Macedo estava desaparecido desde o dia 1º, quando saiu de casa, na Travessa Ana Maria da Conceição, por volta das 6h, para carregar frete na feira. Depois de procurar a polícia e a imprensa, parentes souberam que ele tinha sido visto na zona rural empurrando a carroça e na frente um homem, em uma bicicleta.

O corpo do menino foi encontrado anteontem, em estado de decomposição, num local de difícil acesso, no Sítio Camarinhas, em Brejo da Madre de Deus. Flanio Macedo estava com a cabeça a cerca de um metro do corpo e sem os olhos. Seus braços e pernas foram amarrados e ele estava sem roupas.

Perto do corpo havia objetos usados em rituais, como bonecos vodus, penas, ossos, velas, panelas e comida. A carroça com que o menino fazia frete também estava no local, que segundo a polícia, é conhecido pelos rituais de magia negra. O corpo foi encaminhado para o Instituto de Medicina Legal do Recife.

Segundo o pesquisador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Inclusão (INCTI) da Universidade de Brasília, Alexandre L’omi L’odò, o ritual não pode ser enquadrado no campo das religiões de origem afro. “Não conheço dentro das religiões de matizes africanas e indígenas nenhum ritual que envolva sacrifício humano. Dentro do meu campo de estudo, nunca ouvi falar em ritual de retorno.” (JC)