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Lançamento do Fórum Suape – Espaço socioambiental



Nessa sexta-feira (15), na Câmara de Vereadores do Cabo de Santo Agostinho aconteceu o Lançamento do Fórum Suape – Espaço socioambiental, que teve como objetivos: a organização e mobilização popular; organização e promoção de debates, ciclos de conferencias, eventos culturais com exposições de fotos, vídeos; promover ações jurídicas junto ao Ministério Público contra as injustiças sociais e ambientais cometidas naquele território; interagir com outros movimentos (local, nacional e internacional) que defendem a justiça sócio-ambiental; e a construção de um “portal” para disseminação das informações.

A organização da sociedade civil em torno de um fórum permanente, além de discutir as questões atuais que estão sendo vivenciadas pelos moradores do entorno do Complexo, e seus reflexos para as gerações futuras; permitirá dar visibilidade aos problemas enfrentados por aquelas populações.

A promoção deste evento é de responsabilidade de mais de 20 organizações locúnica ais, regionais e nacionais, assim como pessoas físicas interessadas em discutir a implantação do Complexo de Suape, alardeado como uma oportunidade para alavancar o crescimento econômico da região e do Estado de Pernambuco.

Coreia do Norte desafia o mundo com novo teste nuclear

A Coreia do Norte executou nesta terça-feira seu terceiro e mais potente teste nuclear, utilizando um artefato “miniaturizado”, em um gesto que provocou reações imediatas de condenação de grande parte da comunidade internacional.

O governo do fechado regime stalinista do nordeste da Ásia confirmou ter realizado um teste nuclear “com êxito”, apresentado como uma resposta à “hostilidade” dos Estados Unidos, seu inimigo declarado.

“Um terceiro teste nuclear foi realizado com êxito”, afirmou a agência estatal KCNA. De acordo com a nota, o “teste nuclear de alto nível, ao contrário dos executados no passado, teve mais potência e incluiu um dispositivo atômico miniaturizado e mais leve”.

O Conselho de Segurança da ONU convocou uma reunião de emergência para as 14H00 GMT (12H00 de Brasília) em Nova York. Em Viena, a Organização do Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares afirmou que a explosão constituiu uma “clara ameaça à paz e à segurança”.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, condenou um gesto que considerou “profundamente desestabilizador”, de acordo com seu porta-voz. (AFP)

Artigo: Pense, reflita e diga não a energia nuclear!



As decisões tomadas pelos governos da França, Alemanha, Japão, Bélgica, Itália, entre outros, de reverem seus programas de instalação de novas usinas nucleares, e desativarem as existentes, são mais do que um indicativo que esta fonte de energia perdeu espaço considerável no século XXI. Por trás (e a frente) das decisões governamentais, está a pressão popular. A conscientização sobre os reais riscos desta tecnologia tem levado milhares de pessoas a se manifestarem publicamente contrárias ao uso da energia nuclear. Dificilmente por vontade de novos governos haverá mudanças na política não nuclear destes países. Nem mesmo no Japão, onde o atual primeiro ministro tem insinuado que não só reativará as 50 usinas fechadas pós Fukushima, mas construirá novas centrais núcleo-elétricas. A razão é simples a população não quer conviver com o perigo constante de uma catástrofe nuclear.

A China, utilizada como exemplo na rota pró-nuclear, não deve ser imitada. Suas situação política, social e ambiental, não serve como exemplo. O país que é o mais populoso do mundo (mais de 1,3 bilhões de habitantes), tolhe a liberdade de expressão e impede pela força, a participação popular. Por outro lado, os Estados Unidos da América, citado como exemplo de modelo nuclear, vive um grande dilema com relação a sua economia, a seu modo de vida, e as suas posições nos fóruns internacionais referentes às mudanças climáticas. As contradições são enormes, em um país que já foi à locomotiva do mundo ocidental capitalista. Hoje, ao mesmo tempo, propõe a produção e a utilização do gás do xisto betuminoso (verdadeiro crime ambiental), acena para o fortalecimento de políticas na área de energias renováveis.

O Brasil é que deveria servir de exemplo e modelo para outros paises na área energética. Com recursos naturais abundantes como o Sol, o vento, as águas, a biomassa, deveríamos estar à frente e propor novos caminhos para sociedade mundial, na utilização destes recursos, de maneira eficiente, sem desperdício, e sem impacto ambiental e agressão social, levando em conta para que e para quem os recursos energéticos são destinados. Complementando a rede elétrica nacional com geração de energia descentralizada, substituindo os chuveiros elétricos, a iluminação e motores ineficientes, por novas tecnologias disponíveis. Enfim priorizando o uso das novas fontes renováveis e políticas de conservação.

No próximo mês, no dia 11 de março, lembraremos 2 anos da catástrofe de Fukushima.  Não se pode esquecer a gravidade, e as repercussões para a vida de tal acidente, que esta sendo abafado pelas agências de notícia. A população brasileira não se deixará enganar, e mais uma vez continuará afirmando “Não queremos energia nuclear, nem em Pernambuco, nem no Nordeste, e nem no Brasil”. (Heitor Scalambrini Costa)