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Procurador do MPF já analisa denúncia contra Lula



O Ministério Público Federal em Minas Gerais começou há analisar esta semana o depoimento do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, no qual ele acusa o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de ter recebido recursos do esquema do mensalão, julgado no ano passado pelo Supremo Tribunal Federal. O material encaminhado pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, para a primeira instância - já que o ex-presidente Lula não possui mais foro privilegiado -, foi distribuído para o Núcleo do Patrimônio Público do MPF em Belo Horizonte, composto por quatro procuradores. Por sorteio, a análise ficará a cargo do procurador Leonardo Augusto Melo.

Ele vai avaliar as declarações de Valério - condenado a mais de 40 anos de prisão pelo Supremo -, que disse em depoimento na Procuradoria-Geral da República, em setembro último, que Lula sabia do esquema e que cerca de R$ 100 mil foram usados para pagar despesas pessoais do então presidente. O procurador mineiro vai decidir se anexa o depoimento de Marcos Valério a algum dos procedimentos que já tramitaram no órgão ou se abre uma nova investigação - ou, ainda, se arquiva o caso. Conforme a assessoria do Ministério Público Federal, não há prazo para a decisão. (O Estado de São Paulo) 

Cachoeira sai da prisão em Goiás

O contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, deixou o Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia (GO) no início da noite desta terça-feira (11) e deu uma rápida entrevista à imprensa.

— Estou bastante aliviado.

Apontado como chefe da máfia dos caça-níqueis, Cachoeira dirigiu-se a sua casa, em Alphaville-Flamboyant, em Goiânia, distante cerca de 14 quilômetros do presídio. Ele estava detido desde sexta-feira (7) por uma decisão do juiz da 11ª Vara Federal, Alderico Rocha Santos, responsável pelos desdobramentos da operação Monte Carlo, na Justiça Federal em Goiás.

A decisão de libertá-lo foi tomada na tarde desta terça pelo juiz Tourinho Neto, do TRF (Tribunal Regional Federal) da 1.ª Região.

O magistrado concedeu habeas corpus a Cachoeira por entender que sua prisão preventiva, com duração de dois anos, não se enquadra no caso, como foi definida pelo juiz Aderico Rocha Santos. "No nosso ordenamento jurídico, não existe prisão preventiva quantificada em tempo", disse Tourinho Neto em sua decisão.

De acordo com ele, esse tipo de prisão só pode ser decretada para garantir a ordem pública, a ordem econômica, a conveniência da instrução criminal ou para assegurar a pena, como previsto pelo artigo 312 do CPP (Código de Processo Penal).

Antes desta prisão, o bicheiro havia ficado detido por nove meses. Ele foi liberado no último dia 21 do presídio da Papuda, em Brasília, quando voltou para Gioás.

Presidente do PT diz que partido não vai punir condenados do mensalão

O PT não pretende adotar medidas para punir seus filiados que foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na Ação Penal 470, o processo do mensalão. A declaração foi feita neste sábado (8) pelo presidente da legenda, Rui Falcão, após o encerramento de reunião do diretório nacional, em Brasília.

Segundo Falcão, os petistas condenados pelo Supremo seguem suas vida normalmente, com todos os todos os direitos partidários assegurados. “Nós não vemos nenhum crime infamante, que é o que diz o estatuto [para uma punição]. E questionamos o caráter político do julgamento do STF, porque consideramos que não houve compra de votos nem tampouco a aplicação de recursos públicos”, informou.

Na linha de defesa dos petistas condenados e criticando as multas impostas pelo STF, o presidente do partido disse que está disposto pessoalmente a colaborar com o pagamento das multas. Segundo ele, o PT não irá bancar o pagamento das multas dos seus militantes, mas disse que já ouviu inúmeras manifestações de petistas dispostos a se cotizarem para os pagamentos.

“O PT não [vai pagar as multas]. Eu já ouvi manifestação de inúmeros companheiros que estão dispostos a se cotizar, até  porque os companheiros não têm recursos para pagar essas multas, totalmente desproporcionais aos crimes que lhes são imputados”, disse. “Se houver manutenção das multas e a cotização e, se me pedirem uma participação, dentro dos meus meios eu vou contribuir”, acrescentou.

Em relação à perda de mandato dos deputados condenados pelo STF, o petista entende que cabe à Câmara o julgamento sobre a decretação da perda de mandatos.

Já na questão da possível posse do ex-presidente do PT, José Genoíno, como deputado federal no início de janeiro próximo, Rui Falcão alegou que a Constituição garante o direito do correligionário ser empossado e que “ninguém está questionando esse direito”.

Sobre a proposta do ex-ministro José Dirceu, um dos filiados que foram condenados pelo STF, de que o partido fizesse campanha contra o julgamento do mensalão, Rui Falcão disse que o próprio proponente retirou o pedido, “ante as manifestações de que o PT já vinha fazendo na defesa dos companheiros e que já havia divulgado nota dando seu posicionamento em relação ao julgamento da Ação Penal 470”.

Os integrantes do Diretório Nacional do PT aprovaram neste sábado a realização do 5º Congresso Nacional, marcado para fevereiro de 2014, com pauta que inclui realização de debate programático sobre os rumos do PT, um balanço dos dez anos de governo petista e também sobre o processo de eleição direta no partido para escolha dos dirigentes.

Também, nos dois de reunião, o diretório nacional deliberou sobre o apoio à política do governo federal de redução da tarifa de energia elétrica e à aprovação da Lei de Meios pelo governo da Argentina. Foi feito, ainda, um balanço do pleito eleitoral municipal deste ano. Segundo Rui Falcão, o encontro não tratou da Operação Porto Seguro da Polícia Federal. (Agência Brasil)


STF rejeita redução das penas de réus do mensalão

O Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou nesta quarta-feira, por sete votos a dois, a redução das penas para condenados no processo do mensalão.

Com os votos do relator do processo e presidente do STF, Joaquim Barbosa, e de outros seis magistrados, a maioria do Supremo se mostrou contrária à adoção da continuidade delitiva solicitada por advogados de defesa e apoiada pelo ministro Marco Aurélio Mello.

Mello argumentou que o fato de incorrer em crimes semelhantes como gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro, ambos contra o sistema financeiro, podia ser considerado um delito contínuo no tempo e defendeu a aplicação de uma única pena com agravante, em vez de várias somadas.

Essa medida poderia ter representado uma drástica redução nas penas impostas a 16 dos 25 condenados no julgamento.

O revisor do processo, o juiz Ricardo Lewandowski, foi o único que apoiou a postura de Mello. Para Joaquim Barbosa, a aplicação dessa medida seria um “privilégio indevido” para condenados que “fazem da prática delitiva rotina”.

Na sessão de hoje, a 50ª desde o início do processo, a corte tinha o objetivo de decidir questões como o ajuste de multas e a perda da cadeira de três dos condenados que são parlamentares, mas finalmente abordou a proposta de redução de penas. (EFE)

Justiça condena Cachoeira a 5 anos de prisão em regime semi-aberto

A juíza da 5ª Vara Criminal do Distrito Federal, Ana Cláudia de Oliveira, determinou, nesta terça-feira, a soltura do bicheiro Carlinhos Cachoeira. Ele estava detido há quase nove meses (266 dias) acusado de comandar um esquema de jogo ilegal em Goiás e no Distrito Federal. Ele é acusado, entre outros crimes, por por exploração de jogos, formação de quadrilha e outros crimes.

A magistrada condenou o contraventor a a cinco anos de prisão em regime semiaberto, mas determinou a expedição do alvará de soltura de Cachoeira.

Cachoeira continuava encarcerado por conta de decisões da Justiça referentes à Operação Saint-Michel, do Ministério Público do Distrito Federal. Ele foi investigado por  tentativas de fraudes no sistema de bilhetagem do transporte público do Distrito Federal.  Quando foi preso, em 29 de fevereiro, o bicheiro foi alvo da operação Monte Carlo, da Polícia Federal. Nesse processo ele tinha tinha obtido habeas corpus na Justiça.

Na quinta-feira o Tribunal de Justiça do Distrito Federal iria analisar mais um pedido de soltura feito pela defesa de Cachoeira no caso Saint-Michel, mas a juíza Ana Cláudia Oliveira antecipou a sentença antes da decisão. (Rede Bom Dia)