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Várias bandas de forró (Garota, Aviões, Cavaleiros do Forró, etc) são apontadas pelo MP em esquema de superfaturamento

A Operação Máscara Negra,  que foi deflagrada na terça-feira passada (9), revela que o Ministério Público encontrou indícios da participação de empresários e bandas em esquema de desvio de recursos públicos, através de contratos superfaturados. Vários grupos musicais teriam sido usados por intermediários em processos sem licitações. Os valores pagos por shows chegam a superar 400% acima do mercado.

A ação do Ministério Público teve como foco os municípios de Macau e Guamaré. Na ação, o órgão divulgou: “dentre as bandas contratadas, sempre se destaca, pela frequência e pelos altos cachês, a Banda Grafith, pertencente a CHRISTIANO GOMES DE LIMA JÚNIOR (Júnior Grafith) e ANGÉLICA DIAS DE ARAÚJO. Nos últimos eventos, a contratação da referida banda passou a ser realizada com a intermediação do empresário EDVANIO DE OLIVEIRA DANTAS, cuja participação nos eventos do Município tem crescido vertiginosamente”.

O órgão ministerial publicou ainda que: “Além da Banda Grafith, outras atrações têm participado com frequência dos eventos do Município, havendo fortes indícios de que estejam inseridas no esquema de desvio de recursos públicos através do superfaturamento de contratos, quais sejam, Cavaleiros do Forró, Banda Deixe de Brincadeira e Forró da Pegação”.

A ação informa também que, após vários meses de investigação, constatou-se de forma cristalina que as contratações, em todos os eventos, foram realizadas ilegalmente por empresários intermediários e com superfaturamento de preços, com a participação e engajamento de todos os investigados acima citados, quais sejam, Flávio Vieira Veras [ex-prefeito de Macau], Francisco Gaspar da Silva, José Romildo, Francisco Edson Ribeiro, Márcio Anderson Denis de Araújo, Christiano Gomes de Lima, Edvânio de Oliveira Dantas e das atrações Banda Grafith, Cavaleiros do Forró, Banda Deixe de Brincadeira e Forró da Pegação.
Segundo se apurou, FRANCISCO GASPAR DA SILVA PARAÍBA CABRAL, Presidente da Fundação de Cultura, realiza o primeiro contato com as bandas e é responsável por acertar os preços dos cachês, elaborando tabela de “pesquisa mercadológica”.

“Foi o que aconteceu em relação às festividades do Carnaval de 2011, cujas contratações por inexigibilidade de licitação foram deflagradas a partir de“Pesquisa Mercadológica” subscrita pelo Presidente da Fundação de Cultura, e se repetiu em relação à Festa do Sal de 2011 e ao Carnaval 2012”, explicou o Ministério Público.

Além da contratação ilegal por inexigibilidade de licitação e superfaturamento de preços, foram constatadas também diversas irregularidades nos contratos celebrados diretamente com pessoas físicas representantes de bandas formalmente inexistentes, já que não registradas nos órgãos competentes. (Portalalbo)

As ações completas podem ser vistas nos seguintes links:

Confira a íntegra da Ação de Macau
Confira a íntegra da Ação de Guamaré

Assembleia Legislativa anuncia fim do 14º e 15º salários em Pernambuco

Seguindo decisão do Congresso Nacional e de outros legislativos estaduais, a Assembleia Legislativa de Pernambuco anunciou, nesta segunda-feira (4), o fim do 14º e 15° salários ainda pagos aos parlamentares.
 
O projeto de autoria da mesa diretora será apresentado nesta terça-terça (5), às 11h, em entrevista coletiva marcada para a sede da Ordem dos Advogados do Brasuil (OAB-PE), na Rua do Imperador, Centro do Recife. A informação foi dada pelo deputado André Campos (PT), segundo secretário da mesa diretora, que presidiu a sessão legislativa na tarde desta segunda.

Os deputados decidiram marcar coletiva para apresentar o projeto na sede da OAB, entidade que vem cobrando publicamente o fim do 14º e 15º salários no Legislativo estadual e chegou a brigar na Justiça com a Assembleia. Uma forma direta de dar uma resposta.

Na semana passada, depois de muita cobrança pública, o Congresso Nacional anunciou o fim do benefício, abrindo caminho para a decisão da Assembleia. O presidente da Casa, deputado Guilhemre Uchoa (PDT), sempre colocou que o Legislativo pernambucano faria o corte assim que o Congresso determinasse o seu corte. (JC)

Relatório do Ministério da Integração aponta indícios de fraude em lotes da transposição

Relatório inédito do Ministério da Integração aponta indícios de fraude em cinco dos 14 lotes da transposição do São Francisco, principal obra do PAC no Nordeste e cuja realização está atrasada em cinco anos. O processo foi enviado ao TCU e ao Ministério Público Federal. A investigação teve início em maio de 2012, quando empreiteiras contratadas tentavam receber por serviços não realizados, incluindo desde escavações até a retirada de pedras de locais onde não havia canteiros.

Foram listadas irregularidades nos lotes 1, 2, 9, 10 e 11. O pente-fino no lote 9 já foi finalizado. Os processos restantes serão averiguados pela Consultoria Jurídica do ministério até abril. A varredura não estimou o prejuízo aos cofres públicos. O cálculo caberá ao TCU.

Além da devolução de valores recebidos, as empreiteiras citadas poderão ser excluídas de concorrências públicas por até dois anos. O documento também acusa a empresa contratada pelo governo para fiscalizar a obra de acobertar as falhas. O ministério confirma as investigações, mas só irá se pronunciar após defesa das empresas, o que deverá ocorrer em um prazo de 15 dias. Os casos apurados são relativos ao período de março a dezembro de 2010. (Folha de SP)

Contas de São José do Egito e Itapetim são rejeitadas

A Segunda Câmara do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE) emitiu parecer prévio recomendando às Câmaras de Vereadores das cidades de São José do Egito e de Itapetim a rejeição das contas dos ex-prefeitos Evandro Perazzo Valadares (PSB), correspondente ao exercício financeiro de 2008, e de Adelmo Alves de Moura (PSB), correspondente ao exercício financeiro do ano de 2009. Cabe recurso para o Tribunal Pleno. O relator do primeiro processo foi o conselheiro Romário Dias e, o do segundo, o conselheiro Carlos Porto.

Na prestação de contas de São José do Egito foram identificadas as seguintes irregularidades: aplicação de apenas 20,83% da receita de impostos na educação (quando o mínimo exigido pela Constituição é 25%); aplicação de apenas 11,86% da receita nas ações de saúde (quando o mínimo constitucional é 15%); classificação incorreta das despesas com pessoal e descumprimento de determinações emanadas do próprio TCE. Uma multa no valor de R$ 7 mil foi aplicada ao ex-prefeito.

Já em Itapetim foram constatados o  não recolhimento ao Fundo Próprio de Previdência e ao Regime Geral de uma parte da contribuição descontada dos servidores, totalizando R$ 543.871,58; inconsistência nas informações contábeis, irregularidades em processos de licitação e falhas no controle interno nas despesas com combustíveis.

Cópias de ambos os votos serão enviadas ao Ministério Público de Contas para as providências legais cabíveis. (Carlos Brito)

Itamaraty concede passaportes diplomáticos a líderes de igrejas evangélicas

O Ministério das Relações Exteriores, Itamaraty, concedeu passaporte diplomático a quatro líderes evangélicos da Igreja Internacional da Graça de Deus e da Igreja Evangélica Assembleia de Deus. As portarias, assinadas pelo ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, referem-se a pedidos de outubro e dezembro de 2012.

O argumento do Itamaraty é que o documento foi concedido em “caráter de excepcionalidade”, o mesmo do usado, há dois dias, para concessão de passaporte diplomático a líderes da Igreja Mundial do Poder de Deus.

Pelas portarias, publicadas no Diário Oficial da União desta quarta-feira (16), receberão passaportes diplomáticos Romildo Ribeiro Soares – o R.R.Soares, fundador da Igreja Internacional da Graça de Deus – e sua mulher, Maria Magdalena Bezerra Soares, da mesma congregação religiosa. Ambos solicitaram os passaportes em 11 de dezembro de 2012.

A segunda portaria se refere a Samuel Cássio Ferreira e a Keila Campos Costa, da Igreja Evangélica Assembleia de Deus. Ambos encaminharam os pedidos para a concessão do passaporte diplomático em 31 de outubro de 2012.

Na terça-feira (14), foram concedidos passaportes diplomáticos para Valdemiro Santiago de Oliveira e Franciléia de Castro Gomes de Oliveira, da Igreja Mundial do Poder de Deus. Na ocasião, o Itamaraty justificou que eles receberam o passaporte diplomático também em “caráter de excepcionalidade”, mas não foram fornecidos detalhes.

O Itamaraty informou ainda que nem todos os aeroportos do mundo fazem distinção entre os detentores de passaporte diplomático e comum. Em geral, os que detêm passaporte diplomático enfrentam uma fila especial e são submetidos a regras específicas para a concessão de visto. Mas isso não é regra.

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, quem tem passaporte diplomático é submetido às mesmas regras dos demais viajantes no que se refere aos tratamentos na Polícia Federal e na Receita Federal. Desde 2011, os que recebem passaporte diplomático têm o nome e o pedido publicados no Diário Oficial da União.

As regras para a concessão do documento são definidas no Decreto 5.978, de 4 de dezembro de 2006. O texto detalha condições para concessão de passaportes diplomático, oficial, comum e de emergência. O Artigo 6º lista as pessoas que têm direito ao documento, entre elas estão o presidente da República, o vice-presidente, ex-presidentes, ministros, governadores, diplomatas, militares, parlamentares e magistrados de tribunais superiores. Porém, o mesmo artigo, no terceiro parágrafo, permite a emissão do documento “às pessoas que, embora não relacionadas nos incisos do artigo, devam portá-lo em função do interesse do país”. (Agência Brasil)


Lula usou R$ 44 milhões públicos com “gastos secretos”; de hotel a comida de bicho

Parte dos gastos da Presidência da República com cartões corporativos podem ser classificados como “sigilosos”, supostamente por se tratarem de “informações estratégicas para a segurança da sociedade e do Estado. O jornal O Estado de São Paulo teve acesso à planilha do Palácio do Planalto referente aos gastos de 2003 a 2010 – que engloba os dois governos Lula. E os “gastos secretos” não foram com coisas lá tão importantes para a nação. Somadas em R$ 44,5 milhões nos oito anos de Lula no Planalto, as despesas sigilosas incluem hoteis de luxo, produtos de limpeza, (muitas) sementes, material de caça e pesca e até comida para animais domésticos.

Do referido valor, R$ 31,6 milhões referem-se a despesas com hotéis e locação de carros. O valor restante (R$ 12,9 milhões), divide-se em 106 itens, que incluem comissões e corretagem, despesas com excesso de bagagem, serviços médicos, taxas de estacionamento, pedágio, material esportivo e produtos médicos. Os gastos foram realizados por servidores do Gabinete de Segurança Institucional, do Gabinete Pessoal do ex-presidente da República e ordenadores de despesa da Presidência. Mas parte dessas “despesas secretas” não se enquadra em informações estratégicas e de segurança.

O cartão corporativo foi criado em 2001, ainda no governo FHC, exatamente para dar mais transparência aos gastos oficiais. Auditorias do Tribunal de Contas da União (TCU) já apontavam para a irregularidade do segredo de alguns gastos com cartão corporativo. A Legislação afirma que cabe ao gestor regulamentar o uso da verba sigilosa.

MAIS ÉTICA
 - Nos nove primeiros meses de 2011, primeiro ano do governo Dilma, 46,2% das despesas do cartão corporativo estão inclusas na lista de “sigilosas”. O percentual soma R$ 21,3 milhões dos R$ 46,1 mi. A maioria é de compras e saques da Presidência da República, da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e da Polícia Federal. Com informações do jornal O Estado de S. Paulo. (Jamildo)

Câmara gasta R$ 280 milhões para reformar apartamentos funcionais

A reforma dos 432 apartamentos funcionais destinados aos deputados federais vai custar pelo menos R$ 280 milhões aos cofres públicos, segundo estimativas da Câmara – o que equivale a R$ 650 mil para cada imóvel. Até agora, a Casa gastou cerca de R$ 108 milhões com os nove prédios que já passaram ou ainda estão sendo reformados.

Na recauchutagem dos outros nove edifícios devem ser gastos mais R$ 172 milhões – valor que pode subir, porque será feito um novo edital de licitação. Só em banheira de hidromassagem os gastos devem atingir R$ 1,5 milhão. Cerca de 90 deputados estão na lista de espera por um apartamento.

Os primeiros contratos de licitação para as reformas foram firmados em 2007. De lá para cá, seis prédios – com 24 apartamentos cada um – foram entregues depois de atrasos que, somados, extrapolaram em mais de três anos a data prevista para conclusão das obras. Entre os motivos da demora estão problemas com construtoras.

A empreiteira Palma abandonou as obras no meio da execução, sendo necessário fazer uma nova licitação. A Engefort foi à falência e deixou um prédio quase pronto. Agora, a Câmara vai assumir os custos finais e pretende colocar o prédio à disposição já no carnaval ou na Semana Santa. As obras em outros três edifícios estão em fases menos adiantadas, mas estima-se que estejam prontos até agosto. (Estadão)

MPF denuncia 17 pessoas por fraudes no Banco Cruzeiro do Sul

O Ministério Público Federal em São Paulo denunciou nesta segunda-feira (7) 17 pessoas suspeitas de integrarem uma organização criminosa que fraudou o Banco Cruzeiro do Sul.

Entre os denunciados pelo Ministério Público estão os ex-controladores do banco Luís Octávio Azeredo Lopes Indio da Costa e Luís Felippe Indio da Costa, pai de Luís Octávio, ex-presidente do banco. Também foram denunciados administradores, membros de auditoria e funcionários da instituição bancária.

Segundo o MPF, entre os crimes praticados pelos denunciados estão o de formação de quadrilha e delitos contra o mercado de capitais e o sistema financeiro nacional, entre eles, gestão fraudulenta, estelionato e apropriação indébita, além de lavagem de dinheiro. As fraudes, segundo o órgão, foram cometidas entre janeiro de 2007 e março de 2012, pouco antes do Banco Central decretar intervenção no Banco Cruzeiro do Sul.

Em setembro, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do banco que estava sob intervenção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), na tentativa de proteger os depósitos dos clientes da instituição. Investigações apontam que foram criados resultados positivos artificialmente nas demonstrações financeiras para conseguir pagamentos indevidos a acionistas e controladores.

De acordo com o MPF, os denunciados praticavam fraudes em empréstimos consignados (cujo pagamento das parcelas é descontado diretamente na folha de pagamento de quem solicitou o empréstimo). Segundo o órgão, a organização criminosa teria criado 320 mil contratos falsos de empréstimo consignado, utilizando CPFs de diversas pessoas de forma indevida, o que gerou falsa contabilização de ativos do banco no valor de R$ 2,5 bilhões.

Outra fraude que era praticada pela organização, afirma o MPF, era contábil, gerando resultados irreais no balanço do banco. Os denunciados também teriam manipulado ações do banco para forçar sua valorização no mercado de capitais e até desviado os valores que foram aplicados pelos correntistas em fundos de investimento do banco.

Em setembro do ano passado, a Polícia Federal (PF) havia cumprido mandados de busca e apreensão expedidos pela 2ª Vara Criminal Federal em São Paulo contra ex-controladores do banco. A PF chegou a fazer buscas em uma residência na capital paulista e uma empresa no Rio de Janeiro que poderiam servir de esconderijo para bens adquiridos ilicitamente.

O inquérito foi instaurado pela Polícia Federal em São Paulo em junho de 2012, após o recebimento de informações do Banco Central sobre fraudes contábeis feitas pelo Banco Cruzeiro do Sul. “Ao longo da investigação, a Polícia Federal detectou indícios de outras condutas criminosas. A investigação aponta a possibilidade de fraude de mais de R$ 1,2 bilhão”, disse o órgão na ocasião, por meio de nota.

Uma segunda ação penal também foi ajuizada hoje contra Luís Octávio Azeredo Lopes Indio da Costa, Luís Felippe Indio da Costa, o diretor Horácio Martinho Lima e a administradora Maria Luíza Garcia de Mendonça. Nesta denúncia, também assinada pela procuradora da República Karen Louise Jeanette Kahn, eles são denunciados por gerir fraudulentamente a instituição financeira, apropriar-se de dinheiro, título ou valor de outra pessoa sem autorização, induzir ou manter em erro um investidor por falsas informações e inserir elemento falso em demonstrativos contábeis. (Agência Brasil)


Polícia Federal abre inquéritos para investigar denúncias de irregularidades em prefeituras de Pernambuco

A Polícia Federal instaurou 3.167 inquéritos para apurar denúncias de irregularidades em prefeituras de todo país, dos quais 194 dizem respeito às prefeituras do Estado de Pernambuco.

O Maranhão é o estado com o maior número de inquéritos (644), seguido pela Bahia com 490; Ceará com 296; Piauí com 295; e Pará e Pernambuco, com 194.

De acordo com informações divulgadas pelo Estado de S.Paulo, também estão sendo investigados 484 prefeitos e ex-prefeitos por infração ao Decreto Lei nº 201, de 1967, que define os crimes de responsabilidade. Uma grande parte desses inquéritos foi conduzida pelo TCU e a Controladoria Geral da União (CGU). O TCU é composto por nove ministros, três dos quais são de Pernambuco: José Jorge, José Múcio (foto) e Ana Arraes. (Carlos Britto)

TCU nega devolução de R$ 7 bi cobrados nas contas de energia elétrica



Por cinco votos a dois os ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) negaram, nesta segunda-feira (10), a devolução de cerca de R$ 7 bilhões cobrados indevidamente nas contas de luz devido a um erro de metodologia no cálculo dos reajustes das tarifas de energia elétrica. A alegação foi de que a devolução do dinheiro poderia gerar “insegurança jurídica”.

O ministro Valmir Campelo, relator do processo, votou a favor do ressarcimento, seguido pelo ministro Augusto Nardes. No entanto, outros cinco votos contrários à devolução - dos ministros Raimundo Carreiro (revisor), Aroldo Cedraz, Walton Alencar Rodriguez, José Jorge e José Múcio Monteiro Filho - confirmaram a derrota dos consumidores.

O equívoco, que vigorou entre 2002 e 2009, foi corrigido em 2010, por meio de aditivo contratual assinado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e pelas distribuidoras de energia, mas os recursos cobrados a mais dos consumidores durante o período não foram devolvidos.

“É um resultado lamentável. O TCU estima um prejuízo de mais de R$ 1 bilhão por ano aos usuários de energia elétrica. Só em 2009 o erro gerou  cobrança indevida da ordem de R$ 630 milhões na conta de luz dos brasileiros”, destaca Carlos Augusto Kirchner, representante da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) na Frente de Defesa dos Consumidores de Energia Elétrica.

O processo no TCU

O processo estava em trâmite no TCU desde 2007. Devido à estabilidade econômica do país, os brasileiros passaram a adquirir mais eletrodomésticos acarretando o aumento da demanda de energia. Esse aumento não foi causado pela eficiência das concessionárias distribuidoras de energia e, sim, pelo momento econômico satisfatório do Brasil. Portanto, as distribuidoras não poderiam lucrar com esse aumento de consumo. No entanto, havia um erro nos contratos de concessão que permitia o lucro indevido das empresas pelo aumento da demanda.

Esse equívoco se acumulou entre 2002 e 2009, porque apesar da Aneel ter retificado o cálculo, a sua incidência não foi retroativa ao início do dano e, portanto, os prejuízos persistem para todos os consumidores.  Pela regra do setor elétrico, isso não poderia ocorrer, porque a distribuidora não pode auferir nenhum tipo de ganho se não por investimentos que tenha realizado. Sua remuneração só pode ser obtida pela prestação do serviço de distribuição, o que é considerado na composição da tarifa.

Corte de Jersey condena Maluf e determina devolução de US$ 22 milhões desviados

A Corte de Jersey, paraíso fiscal britânico, anunciou nesta sexta-feira a sentença final em relação ao processo do deputado federal e ex-prefeito Paulo Maluf (PP-SP). A conclusão foi de que o político desviou pelo menos US$ 22 milhões dos cofres públicos de São Paulo. A Justiça determinou que o dinheiro, hoje na ilha, seja devolvido à Prefeitura de São Paulo.

De acordo com a sentença, Maluf foi “parte da fraude” cometida nas obras da Avenida Água Espraiada no final dos anos 90. Segundo a Corte, Flávio Maluf, filho do ex-prefeito, esteve envolvido na gestão dos recursos desviados.

A argumentação de advogados da Prefeitura de São Paulo foi aceita por juízes de Jersey. A Prefeitura e o Ministério Público de São Paulo afirmam que o dinheiro em Jersey, em nome das empresas Kildare Finance e Durant International, tem como origem desvios que teriam ocorrido durante a construção da avenida Água Espraiada (atual Jornalista Roberto Marinho), uma das principais obras da gestão Maluf. Os advogados das empresas offshore ainda podem recorrer da decisão. (G1)

Obras da Transposição abandonadas, surge mais um elefante branco no Brasil



Máquinas paradas, material abandonado e nenhum funcionário trabalhando. É assim que está no Eixo Leste das obras da transposição do rio São Francisco entre os municípios de Monteiro, no Cariri paraibano, e Custódia (PE). A constatação foi feita pelo blogueiro Geordie Filho que visitou o local e fez vários flagras de descaso do Governo com a mais importante obra da história do Nordeste. A transposição é composta por dois canais que somam713 quilômetros. O outro canal é o Eixo Norte.


Especificamente no Eixo Leste, a situação é de fazer qualquer nordestino chorar de desgosto. Na visita ao canteiro de obras abandonado estavam além do jornalista, o vice-prefeito eleito de Monteiro, Cajó Menezes, o publicitário e jornalista Edcarlos Farias, e o cinegrafista Asley Ravel. Atualmente o Eixo Leste mais parece uma cidade deserta.

Faltando aproximadamente 5 quilômetros para chegar em solo pertencente ao município de Monteiro, os trabalhos foram interrompidos porque a antiga licitação acabou e, uma nova ainda não foi feita. As obras começaram em 2007, por R$ 4,5 bilhões, e hoje custam R$ 8,2 bilhões. O Eixo Leste é estimado em R$ 2,9 bilhões e sua conclusão é esperada para o final de 2014.

NOVELA DO MILHO: Só após a eleição, governo pede ajuda a Exército para distribuir alimento

O Comitê Integrado de Enfrentamento à Estiagem de Pernambuco, que tem como presidente o secretário de Agricultura do Estado, Ranílson Ramos, enviou documento à presidenta Dilma Roussef cobrando medidas mais eficazes no combate a estiagem que castiga todo o sertão nordestino. Num dos itens, o secretário solicita do Governo Federal apoio do Exército Brasileiro para dinamizar a distribuição do milho para ração animal, que encontra-se nos depósitos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

“Não estamos conseguindo atender a demanda colocada, visto que ampliamos de pouco mais de 100 para 15.300 cadastros. Temos que ampliar a logística de transporte do milho de Mato Grosso para Pernambuco”, diz o secretário, em um dos trechos do documento. Ranílson Ramos sugere que o Exército faça o transporte da ração do estoque existente nas cidades de Recife, Petrolina e Arcoverde para os municípios vizinhos.

A distribuição do milho tornou-se uma grande “dor de cabeça” para o governo estadual. O exemplo é que até agora o milho, que se encontra estocado em Afogados da Ingazeira e Petrolina, ainda não chegou a Serra Talhada, mesmo os agricultores estando com os seus cadastros aprovados. O atraso do repasse do milho aos municípios atingidos pela estiagem virou polêmica e chegou a ganhar ares eleitoreiros quando o deputado petista Manoel Santos “bateu o pé” e denunciou que o Governo do Estado estaria beneficiando apadrinhados políticos com o alimento durante as eleições. (Farol de Notícias)

DENÚNCIA: Veterinário revela grave acusações na distribuição de milho pela CONAB em Mirandiba

O veterinário Francisco Bezerra de Carvalho Neto em visita a Mirandiba contatou com alguns agricultores a falha da CONAB na distribuição de milho para combater a seca que assolam toda a região.

Segue na integra a denúncia enviada ao Portal Belmonte, em que os agricultores desde julho realizaram o pagamento para aquisição do milho e até o momento não receberam.

Mirandiba/PE 19 de outubro de 2012.

Em visita recente a minha terra natal constatei que além do descaso dos órgãos responsáveis de amenizar a seca que assola todo nordeste do país também estão enganando os agricultores da região com a venda de milho aos produtores que necessitam de alimentos para seus rebanhos. A pouca água que chega às comunidades rurais não atende a necessidade das pessoas e os animais que já não tem o que comer morrem de sede. Também poderiam estender a distribuição da água para atender as necessidades mínimas dos animais.

Os poucos agricultores que receberam o milho disseram que o produto não serve mais para o consumo animal, pois é de má qualidade. E outros, como citados na planilha abaixo, fizeram até o pagamento em julho de 2012 pelo produto e ninguém recebeu um só quilo do produto até a data de hoje.

Já fizeram centenas de telefonemas para os gestores da CONAB em Pernambuco sem contar com inúmeras viagens até salgueiro/PE e nenhuma solução até a presente data foi apresentada e ninguém tem uma resposta de pronto para solucionar os problemas por eles criados. Se os agricultores compraram o milho é porque estão com necessidade de utilização e não para fazer estoque. Muitos agricultores já perderam seus animais por falta de comida e sede.

Os agricultores tem medo de denunciar a imprensa temendo retaliações dos órgãos responsáveis. Portanto, venho através desta denunciar a CONAB e demais órgãos do governo federal encarregados pela responsabilidade de amenizar à seca que assola todo nordeste do país pelo descaso e encaminho planilha da relação dos “produtores beneficiários” – é assim que a CONAB qualifica os produtores – que compraram milho da CONAB em julho de 2012, já pagaram pelo produto e até o momento nenhuma resposta sobre a entrega ou previsão. O que a CONAB diz ao produtor é que não tem o produto para entregar e mesmo assim venderam.

Moro e trabalho na região do centro oeste do Brasil e sabe que lá os produtores estão com dificuldades de armazenamento da sua produção da safrinha pela falta de depósito ou silos. Como é que pode a CONAB dizer que não tem o produto! Pelo jeito vai deixar primeiro morrer os animais para depois entregarem o produto. Ainda tem mais um agravante: não tem mais eleições antes de 2014.

Se só isso não basta, peço que investiguem a veracidade da denúncia, pois todos os produtores abaixo “beneficiários” são conhecidos na cidade de Mirandiba/PE.
Certos de serem atendidos, os “agricultores beneficiários” agradecem.
Francisco Bezerra de Carvalho Neto
Médico veterinário CRMV-MS 0772 (Belmonte Notícias)

Especialistas: Mensalão marcará o fim da impunidade

Sete anos depois do escândalo que ficou conhecido como mensalão, o caso está sendo julgado e já saíram as primeiras condenações. Mesmo sabendo que o veredito do STF (Supremo Tribunal Federal) ainda é provisório, especialistas acreditam que o entendimento da Corte, de condenar práticas de corrupção, vai ajudar a moralizar a política no País.

A avaliação é que, com o fim da impunidade, os políticos e os partidos fiquem mais intimidados a cometer os crimes e que a sociedade volte a discutir a ética e a moralização da política.

Para o cientista político e professor da PUC-Rio (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro), Ricardo Ismael, o julgamento do mensalão será um divisor de águas. Ele acredita que será consolidado um processo que começou em 1999, com a aprovação da Lei de Compra de Votos, e passou pela Lei da Ficha Limpa, aprovada no ano passado. Segundo o professor, as punições no caso do mensalão vão servir para fortalecer a tendência de transparência na política.

— Estava faltando um entendimento de que esses fatos não podem ser banalizados, simplificados, colocados como uma coisa normal que faz parte da política. Precisamos mostrar para a próxima geração que a política é um lugar de pessoas decentes. (R7)

Ministério paga até 163 vezes a mais que municípios e Estados por remédio popular

O Ministério da Saúde chega a desembolsar até 163 vezes a mais do que municípios pagam em um medicamento do programa Aqui Tem Farmácia Popular. O remédio em questão, um anticoncepcional, é distribuído gratuitamente nos postos de saúde de todo o Brasil.

Um levantamento realizado com dados públicos aponta que o ministério pagou um valor maior por 17 de 21 itens analisados. A diferença entre o que o governo federal pagou neste ano e o menor preço encontrado no mercado chega a R$ 504, 5 milhões.

Marco Aurélio Pereira, coordenador do Programa Aqui Tem Farmácia Popular, admite a diferença e aponta que o ministério economiza em outros gastos que teria se a compra não fosse feita dessa forma. Ainda sobre os valores, Pereira diz que fica difícil de competir com compras públicas.

— São as farmácias que fazem a negociação.

O professor Augusto Afonso Guerra Júnior, da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), considera o valor extremamente alto.

— Se o governo pode gastar em média dez vezes mais em cada tratamento, porque esse investimento não foi feito antes na própria rede pública?

Álvaro Silveira Júnior, vice-presidente da ABCFarma (Associação Brasileira do Comércio Farmacêutico), atribui as críticas a uma visão pouco abrangente.

— Com o programa, o governo não se preocupa com a logística, não tem nenhuma surpresa com ineficiência no sistema, como dificuldades de licitação ou atrasos na entrega.

O promotor de Justiça Nélio Costa Dutra Júnior identifica um outro efeito do Farmácia Popular.

— Como os preços pagos pelo governo federal são mais altos, fica desinteressante para o setor privado participar de disputas de compras nos Estados e municípios.

O coordenador do Programa Farmácia Popular ao fazer o ressarcimento diretamente para farmácias particulares, o ministério não precisa arcar com outros custos como transporte, armazenamento dos remédios e recursos humanos.

A equipe do ministério, no entanto, não sabe informar quanto seria necessário para arcar com esses gastos. Pereira diz que o governo contratou um estudo para fazer a comparação, mas ele ainda não foi concluído. Ou seja, o valor destes custos teoricamente economizados pelo programa nunca foi contabilizado.

O coordenador também diz que é preciso levar em conta os valores que têm de ser pagos por Estados e municípios.

— A compra dos remédios não é feita só com recursos do governo. Estados e municípios têm de contribuir, anualmente, com o equivalente a R$ 1,86 por pessoa.

Pereira também reconhece que há problemas com a questão da possível duplicidade na entrega de medicamentos — como não há uma interligação do Aqui Tem Farmácia Popular com a rede pública de saúde, pacientes podem pegar medicamentos de forma duplicada. Ele diz que há planos para interligar o sistema, mas não há prazo para isso. (R7)

ROUBALHEIRA: Prefeitos embolsam R$ 60 milhões com eventos superfaturados

Reportagem exibida na noite deste domingo pelo programa Fantástico, da Rede Globo, revelou que prefeitos de cidades muito pobres do Nordeste são acusados de promover eventos superfaturados e botar no bolso mais de R$ 60 milhões, que deveriam ser usados pra beneficiar a população.

A matéria mostra que, no papel, a JC Produções é uma experiente firma de eventos e nos últimos três anos venceu 231 concorrências de prefeituras. Faturou R$ 3 milhões. O endereço da sede da empresa é a casa da Joelma e do Seu Jorge, nuam rua simples, sem asfalto. O endereço deles foi usado para montar uma das empresas fantasmas envolvidas em um esquema milionário de desvio de dinheiro público. Ao todo, 27 pessoas foram presas. A quadrilha agia em 30 cidades paraibanas e em mais três estados do Nordeste.

No grupo havia até prefeitos: Francisco de Assis Melo, de Solânea, João Clemente Neto, de Sapé, e Renato Mendes, de Alhandra. O esquema foi desvendado pelo Ministério Público da Paraíba e pela Polícia Federal. O foco da quadrilha era o dinheiro de festas populares, como Carnaval e São João. Os prefeitos envolvidos tinham uma missão: fraudar contratos para que empresas de amigos conseguissem os serviços.

Na prática, estas empresas só existiam no papel. O endereço de todas era falso. Segundo o Ministério Público, prefeitos e empresários se uniam para combinar o valor do desvio. Algumas firmas vencedoras pareciam nem conhecer os serviços que forneciam. Chegaram a confundir autorização para soltar fogos com um documento que solta presos.

A Polícia Federal e o Ministério Público encontraram provas do envolvimento dos três prefeitos citados nas investigações. Em Solânea, o filho do prefeito participava diretamente das contratações e negociava uma margem de lucro, que ficava com ele mesmo, segundo os promotores.

Em Sapé, a polícia diz ter encontrado provas de que o pagamento para as empresas de eventos ficava com o próprio prefeito. A primeira dama de Sapé também lucrou com a festa de São João deste ano. Segundo os promotores, era ela quem vendia os camarotes montados em uma praça, em local publico. Só que o dinheiro nunca foi parar na prefeitura. Foi direto para o bolso dela. Pelo menos 40 camarotes foram negociados dessa forma pela primeira-dama, segundo os promotores.


Em Alhandra, o patrimônio do prefeito chamou a atenção da polícia. Renato Mendes declara possuir R$ 189 mil em bens. Mas as investigações mostram que ele tem carros importados e uma casa avaliada em R$ 1,5 milhão em um condomínio de luxo de João Pessoa, capital paraibana. De acordo com as investigações, Renato também emprestava um cartão da prefeitura a uma amiga, ela tinha liberdade pra gastar o quanto quisesse. Os bens de todos os prefeitos envolvidos estão bloqueados pela Justiça. O esquema funcionava havia pelos menos quatro anos. Quanto mais a quadrilha atuava, mais festas aconteciam.

Festa demais para municípios tão pobres, segundo o Ministério Público. O índice de desenvolvimento humano de Alhandra, Sapé e Solânea está entre os piores do país. Foi justamente nesta região que os empresários criaram empresas fantasmas e conseguiram desviar R$ 65 milhões, dinheiro de municípios, estado e governo federal. A empresa que mais recebeu dinheiro de prefeituras da Paraíba levou R$ 14,5 milhões. O imóvel está alugado.

Todos os investigados ganharam o direito de responder em liberdade. O Fantástico procurou os prefeitos acusados. O único que nos atendeu foi João Clemente Neto, de Sapé, que segundo a polícia, ficava com os cheques que deveriam ir para as empresas de eventos.

- O único cheque que tem é o cheque que pagamos, ou iríamos pagar a própria empresa. Os despachos que fazemos, como qualquer outro despacho que eu faço dentro da prefeitura, fora da prefeitura. Mandaram o processo para mim, para que pudesse assinar pra entregar – ele declarou.

Ele também negou que a esposa ficasse com dinheiro da venda de camarotes. Os outros dois prefeitos investigados falaram por meio de advogados. Um deles diz que não houve irregularidades em Solânea, onde o filho do prefeito pedia uma “sobrinha”. Edísio Souto, advogado de Renato Mendes, também negou os desvios.

- Nós vamos provar que o patrimônio do prefeito é absolutamente compatível à sua renda de prefeito, até porque é prefeito há sete anos e meio. Em hipótese nenhuma ele pegou dinheiro da prefeitura e bancou essa amiga, aluguel de carro ou cartão de crédito.

O Ministério Público Estadual pediu o afastamento dos três prefeitos, o que ainda não foi julgado.

Até o fim do processo, eles não receberão repasses do governo federal, o Ministério do Turismo, que financiou parte das festas das cidades investigadas, disse que novos recursos estão suspensos. Além disso, os prefeitos podem ser obrigados a devolver o dinheiro que, segundo a investigação, foi desviado.

- A lei diz que são criminosos, e, assim, eles devem ser confrontados – avalia o superintendente da Polícia Federal da Paraíba. (G1)

Mulher de Cachoeira paga fiança de R$ 100 mil

Andressa Mendonça, a mulher do empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, pagou nesta terça-feira (31) a fiança de R$ 100 mil, em dinheiro. Ela tinha até três dias, a partir de ontem para pagar, conforme medida cautelar, do juiz Mark Yoshida Brandão, da 13ª Vara da Justiça Federal em Goiânia. Caso não cumprisse a determinação, seria expedido mandado de prisão contra ela.

A mulher de Carlos Cachoeira ficou três horas detida na segunda-feira na Polícia Federal em Goiânia (GO), quatro dias após ela oferecer, ao juiz federal Alderico Rocha Santos, da 11ª Vara da Justiça Federal, um dossiê contra ele, em troca da liberdade do marido.

O juiz assumiu o processo da Operação Monte Carlo, que prendeu Carlos Cachoeira e mais 80 pessoas, no mês de fevereiro. Todos, de acordo com a PF, estavam envolvidos num esquema de exploração de jogos eletrônicos ilegais, em Goiás.

Andressa Mendonça foi enquadrada no artigo 333 do Código Penal, por "oferecer vantagem indevida a funcionário público, para determiná-lo a praticar, omitir ou retardar atos de ofício".

Agora, ela responde por crime de corrupção ativa. Mas foi liberada por não ter sido presa em flagrante.

Na próxima semana, a mulher do bicheiro Carlinhos Cachoeira e o juiz Alderico Rocha Santos passarão por acareação na PF, em Goiânia (GO). (Agência Estado)


Superintendente da CONAB é exonerado do cargo e está sendo investigado

O superintendente regional da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Valdomiro Martins Sampaio, foi exonerado do cargo, ontem, após as denúncias de possível envolvimento em fraudes na compra de alimentos no município de Serra Talhada. O ex-gestor está sendo investigado pela Polícia Federal e Controladoria-Geral da União, que apreendeu documentos na sede da Conab, localizada na Iputinga, e no Conselho Municipal de Desenvolvimento Sustentável (CMDRS), em Serra Talhada.

Os órgãos estão investigando o desvio de dinheiro público na compra de alimentos, feita através do Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar (PAA), que é uma iniciativa federal e tem o objetivo de fortalecer a agricultura local. Ex-superintendente da Conab, Eudes Guedes vai reassumir o cargo no lugar de Valdomiro, que é acusado de ser conivente com as irregularidades da compra de produtos de origem animal e derivados do leite, que deveria ser feito pelo PPA a agricultores de Serra Talhada. No entanto, existe a suspeita de que os alimentos foram obtidos por um preço inferior em outros locais. (Folha de Pernambuco)

PF faz busca e apreensão em documentos da Superintendência da Conab em Recife

A Polícia Federal desencadeou nesta terça-feira (12), uma operação de busca e apreensão de documentos e computadores na sede da Superintendência da Conab, no Recife, para investigar denúncias de irregularidades envolvendo a gestão de Valdomiro Sampaio, indicado pelo deputado federal Silvio Costa (PTB).

Estão sendo recolhidos documentos com contas referentes aos anos de 2009, 2010 e 2011, envolvendo recursos da ordem de R$ 50 milhões. Valdomiro é acusado de falsificação de documentos, descumprimento de normas da empresa e possível desvio de recursos públicos. A acusação foi feita há trinta dias por um dos funcionários da Conab, que foi exonerado do cargo.

No ano passado, foram elaborados 104 projetos dentro do Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar (PAA), que tem a finalidade de fortalecer o agricultor familiar local, especialmente os que produzem em pequenas quantidades, e que atende a necessidade das cidades, como a merenda escolar. Juntos, os projetos somaram recursos da ordem de R$ 33 milhões. Todos os projetos foram iniciados, alguns deles estão parados devido a irregularidades que teriam sido detectadas.

Hoje pela manhã, cinco agentes da Polícia Federal chegaram à sede da superintendência no Recife para dar início à operação. No mesmo momento, dois auditores da Conab de Brasília chegaram ao local com o objetivo de apurar as denúncias. O grupo ficou surpreso com a gravidade do caso. (Magno Martins)