Bebê de 11 meses morre após receber atendimento no Hospam; família está em choque

quinta-feira, julho 26, 2012 Inaildo Dionisio 2 Comentários


E o quarto polo médico do estado, como se costuma batizar Serra Talhada, não teve condições de salvar a vida de um bebê de apenas onze meses. Esta é a conclusão a que chegaram os familiares do pequeno Adryan Kauan de Lima, que foi sepultado nessa quarta-feira (25) após um diagnóstico de insuficiência respiratória. Os pais de Kauan deram entrada no Hospital Regional Agamenon Magalhães (Hospam) no domingo (22). Segundo o tio da criança, Rony Fábio Ângelo Silva, 31 anos, a falta de uma Unidade de Tratamento Intensivo neo-natal (UTI) e diagnósticos confusos aceleraram a morte do bebê, que se deu por vencido depois 10 horas da última terça-feira (24).

“Lutamos desesperados na busca de uma vaga numa UTI em Recife. O Hospam ficava repetindo que estavam tentando uma vaga lá. As enfermeiras ficavam se revezando fazendo respiração manual (no bebê) porque não tinham um aparelho respiratório no hospital. É uma vergonha para Serra Talhada”, lamentou Rony Silva. “Dizem que Serra Talhada é o quarto polo médico de Pernambuco. Isto é uma mentira e a prova é que a criança não está mais conosco”, desabafou Rony Fábio  Silva, 31 anos, que acompanhou a “via-crucis” enfrentada pelo bebê e seus pais, que perderam o único filho. Eles agora buscam consolo nas fotografias, quando Adryan Kauan mostra, com sorrisos, a felicidade de viver.

LUTA PELO TRANSPORTE AÉREO

Um dos capítulos dessa tragédia vai de encontro ao discurso de lideranças políticas quanto aos serviços da UTI Aérea Móvel. A família questiona para o que serve o heliporto do Hospam. “Aqui, em Serra Talhada, só quem tem vez é rico. Aqui não é o quarto polo médico. Pode ser na cabeça deles (políticos), mas isso não funciona”, reclamou Rony Silva.

Ele relata que após conseguirem um leito em Recife, na madrugada da terça-feira, começou o drama para encontrar uma aeronave para levar a criança. “Depois que Kauan estava entubado, recebemos a notícia que o avião não vinha. Aí informaram que o avião iria para Fernando de Noronha, depois voltaria para Recife e só depois é que viria para Serra”.

Desesperados, os familiares tiveram que pedir ajuda à secretária de Saúde Socorro Brito e ao prefeito Carlos Evandro. “O prefeito acionou o senador Humberto Costa (PT) e os deputados Gonzaga Patriota (PSB) e Manoel  Santos (PT), que acabaram conseguindo um avião”, relembra Rony Silva. A aeronave pousou às 10 horas da terça-feira em Serra Talhada.

A FATALIDADE

De acordo com os pais de pequeno Kauan Almeida, o que aconteceu durante o trajeto do Hospam até o avião piorou o quadro de saúde da criança, acelerando a morte. “Ele saiu vivo do Hospam, mas quando chegou ao aeroporto a bateria do equipamento que sustentava o meu filho pifou e ele (Kauan) sofreu uma parada cardíaca. Se tivesse sido bem atendido de imediato estaria vivo. Ele ficou mais de 24 horas lutando pela vida”, recorda o jovem Marcelo Almeida, 24 anos, pai do bebê.

Com lágrimas nos olhos e na companhia da mãe de Kauan, Adriana Viana, 21 anos, Marcelo aproveitou para cobrar responsabilidades aos políticos de Serra Talhada. “Eu só quero que melhore a saúde da nossa cidade. Não acuso ninguém. Mas não quero que isto aconteça com outras crianças. Não quero que isto aconteça com os outros”, disse Almeida, aproveitando para agradecer o apoio que recebeu durante o drama. (Farol de Notícias)

2 comentários:

  1. se fossem ricos o hospital daria todo suporte mais como são pobres, só para constar ainda tem gente que volta em inocêncio isso é uma falta de respeito para toda sociedade serra talhadense.

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  2. Em busca de um diagnóstico mais preciso e confiável, a família solicitou que o Dr. Nena fosse até o HOSPAM examinar a criança, que de pronto, atendeu a solicitação, sendo posteriormente alvo de críticas pela enfermeira Kellyne, que ainda questionou a família quem o teria chamado àquela unidade de saúde, uma vez que ele não estava à serviço naquela ocasião.
    Dr. Nena foi convidado pela família a ver o pequeno Adryan em função da morosidade, do descaso e dos contraditórios diagnósticos apresentados, inclusive pelo Dr. Carlos Albertro (pediatra de extrema descompostura e estupidez), sendo o mais correto o que fora apresentado pelo Dr. Joab que ainda falou que não agiram no nosocômio conforme sua orientação após seu diagnóstico quando avaliou o menino Adryan.
    Dr. Nena foi amigo, foi até lá, verificou o estado de saúde do garoto e afirmou que ali ele não teria condições de sobrevivência e que sua remoção deveria ser rápida em um avião equipado com UTI equanto que o Dr. Carlos Alberto já afirmava abertamente que não tinha mais jeito, causando terror a família do paciente, talvez até esperando que a criança entrasse em óbito e lhe poupasse trabalho como ocorreu ano passado quando uma criznça de três meses faleceu na mesma unidade de saúde por ocasição de sua negligência e sua demora em deixar o repouso para cumprir com sua obrigação naquela emergência.
    Que a justiça se apresente!!!
    Que Deus conforte os pais e familiares!!!

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